O setor de reparo de celulares continua a crescer de forma acelerada, a ponto de já haver mais aparelhos no Brasil do que pessoas, com aproximadamente 260 milhões de dispositivos em circulação!

E, naturalmente, muitos desses celulares acabam apresentando defeitos devido ao uso diário. Conforme o estudo “O Brasileiro e seu Smartphone”, realizado pelo Panorama Mobile Time/Opinion Box, cerca de 28% dos smartphones no Brasil possuem telas danificadas, como arranhões, trincos ou rachaduras, o que equivale a cerca de 78 milhões de aparelhos.

Além disso, 63% dos brasileiros, ou seja, aproximadamente 130 milhões de pessoas, guardam pelo menos um celular antigo em casa, o que demonstra o enorme potencial para serviços de reparo.
Trocar telas quebradas por novas é uma solução comum para esses problemas, mas pode ser bastante dispendiosa, especialmente em modelos mais sofisticados.
Nesse contexto, surge uma alternativa inovadora que se mostra mais vantajosa tanto em termos de lucratividade quanto de satisfação do cliente: a troca de vidro. Esse serviço consiste em substituir apenas a camada externa danificada da tela (o vidro) por outra, preservando o touch e a qualidade de imagem originais.
Neste artigo, vamos explicar detalhadamente como funciona o processo de troca de vidro, os equipamentos necessários para executar o serviço em sua assistência técnica e quais outras opções de reparo podem gerar lucro. Antes disso, convidamos você a seguir para a próxima seção, onde abordaremos a história das telas de celulares. Isso ajudará a entender por que esse componente se tornou o mais relevante e valioso nos dispositivos modernos.
História das telas de celular

As telas dos celulares passaram por uma grande transformação ao longo do tempo. Nos primeiros modelos, a tela tinha uma função secundária, servindo apenas como um visor para exibir números, mensagens ou informações simples, geralmente feitas de plástico. A interação com o dispositivo era feita por meio de botões físicos, que eram a principal forma de comando. A robustez desses aparelhos tornava as telas praticamente imunes a danos.
Tudo isso mudou em 2007, quando a Apple lançou o primeiro iPhone. Pela primeira vez, um celular trouxe a tela sensível ao toque (touchscreen) como a interface principal, substituindo quase completamente os botões físicos. O iPhone revolucionou o mercado, estabelecendo o conceito de smartphones: dispositivos com funcionalidades semelhantes às de um computador, capazes de acessar a internet e rodar aplicativos baixados. A tela deixou de ser apenas um simples visor para se tornar a central de comando do aparelho, controlando praticamente todas as interações, como abertura de aplicativos, chamadas e controle da câmera.

Com tantas novas funções, a tela precisou se tornar um dos componentes mais avançados tecnologicamente do celular. E, como esperado, isso também fez com que ela se tornasse mais cara, já que componentes mais sofisticados demandam maior investimento na produção.
Além disso, a tela passou a ser fabricada com vidro, o que a tornou mais suscetível a danos. Isso ocorre porque a estrutura molecular do vidro é desordenada, o que significa que, quando um impacto é forte o suficiente, as ligações moleculares se rompem, gerando rachaduras. Já o plástico, com sua estrutura molecular mais organizada, dispersa melhor a energia do impacto, tornando o material mais resistente a danos.

Após o sucesso do iPhone, a tecnologia de telas sensíveis ao toque foi rapidamente adotada no mercado, com fabricantes de todo o mundo incorporando o touchscreen em seus dispositivos, tornando essa tecnologia um padrão.
Dessa forma, com a tela se tornando o componente mais crucial nos celulares modernos, é essencial preservar sua originalidade sempre que possível, para garantir a melhor experiência ao usuário, tanto em termos de qualidade de toque quanto de imagem.
Os tipos de tecnologia de telas de celular

As telas de smartphones podem ser produzidas com diferentes tecnologias, cada uma oferecendo características distintas que atendem a diversas necessidades de qualidade de imagem, eficiência energética e design. Vamos explorar um pouco mais sobre essas tecnologias?
Telas LCD – História e composição

O LCD (Liquid Crystal Display) é uma tecnologia que utiliza cristais líquidos, um material especial que possui propriedades intermediárias, nem totalmente sólido nem totalmente líquido. Esses cristais podem alterar a direção da luz quando aplicadas correntes elétricas, permitindo que cada pixel da tela exiba cores e imagens.
A estrutura de uma tela LCD pode ser dividida em camadas, cada uma com uma função específica para formar as imagens que vemos. O processo é descrito da seguinte maneira:
- Backlight (Luz de Fundo): A fonte de luz que ilumina a tela por trás, geralmente composta por LEDs. Os cristais líquidos não emitem luz, então o backlight é necessário para que as imagens sejam visíveis.
- Camada Polarizadora (Posterior): Localizada após o backlight, ela polariza a luz, permitindo que apenas certos tipos de luz passem.
- Camada de TFT (Thin Film Transistor): Contém milhões de pequenos transistores que controlam os pixels individualmente, aplicando a corrente elétrica aos cristais líquidos.
- Camada de Cristais Líquidos: Cristais organizados em células pequenas, que mudam de orientação ao receberem corrente elétrica, alterando a passagem da luz.
- Filtros de Cor (RGB): Cada pixel possui filtros de cor primária (vermelho, verde e azul), que, combinados em intensidades diferentes, criam as cores visíveis.
- Camada Polarizadora (Frontal): Após passar pelos filtros de cor, a luz atravessa uma segunda camada polarizadora que define a intensidade final da luz.
Essa composição de camadas permite que as telas LCD apresentem imagens nítidas e vibrantes, com um controle preciso da luz.
Telas OLED – História e composição

O OLED (Organic Light Emitting Diode) é uma tecnologia que utiliza materiais orgânicos capazes de emitir luz própria. Cada pixel em uma tela OLED emite sua própria luz, o que elimina a necessidade de um backlight, ao contrário do LCD. Isso permite que as telas OLED apresentem cores mais intensas e pretos perfeitos, pois um pixel pode ser completamente desligado, sem emitir luz.
A estrutura de uma tela OLED é composta por várias camadas:
- Substrato (Base): Camada de suporte físico, feita de vidro rígido ou materiais flexíveis como plásticos, permitindo criar telas curvas ou dobráveis.
- Camada de Eletrodo Inferior (Ânodo): Permite que a corrente elétrica flua para os materiais orgânicos, criando um ambiente para a emissão de luz.
- Camada de Materiais Orgânicos: Composta por materiais que emitem luz quando energizados. Esta camada se divide em subcamadas:
- Camada Transportadora: Conduz elétrons ou lacunas para a camada emissora.
- Camada Emissora: Contém os materiais que geram luz.
- Camada de Eletrodo Superior (Cátodo): Fornece elétrons para o sistema, facilitando a produção de luz.
- Camada de Proteção (Encapsulamento): Protege os materiais orgânicos de fatores como umidade e oxigênio, aumentando a durabilidade da tela.
Telas AMOLED – História e composição

O AMOLED (Active Matrix Organic Light Emitting Diode) é uma variação do OLED que utiliza uma matriz ativa de controle para melhorar o desempenho dos pixels. A principal diferença é que, no AMOLED, cada pixel é controlado por transistores TFT (Thin Film Transistors), o que melhora a eficiência e a velocidade da tela.
A estrutura de uma tela AMOLED é muito similar à do OLED, mas inclui uma camada extra para controlar individualmente cada pixel. Veja como ela é composta:
- Substrato (Base): Camada inferior de vidro ou material flexível, que dá suporte a todas as camadas acima.
- Camada de Transistores (TFT): Matriz ativa de transistores que controla os pixels individualmente, gerenciando o fluxo de energia para os materiais orgânicos.
- Camada de Eletrodo Inferior (Ânodo): Fornece corrente para os materiais orgânicos.
- Camada de Materiais Orgânicos: Dividida em várias subcamadas:
- Camada Transportadora de Lacunas (HTL): Conduz lacunas do ânodo para a camada emissora.
- Camada Emissora: Onde as lacunas e os elétrons se encontram, emitindo luz.
- Camada Transportadora de Elétrons (ETL): Conduz elétrons para a camada emissora.
- Camada de Eletrodo Superior (Cátodo): Fornece os elétrons necessários para a produção de luz.
- Camada de Proteção (Encapsulamento): Protege a estrutura sensível da tela, garantindo sua durabilidade.
Em resumo, as tecnologias LCD, OLED e AMOLED representam diferentes abordagens para a criação de telas de smartphones, cada uma com suas vantagens específicas, como a eficiência no consumo de energia, a qualidade da imagem e a possibilidade de designs inovadores.
Entendendo o tamanho do mercado de reparo de telas de celular

Para entender o tamanho do mercado de reparo de telas de celular e avaliar a demanda por serviços de troca de vidro, buscamos dados de mercado que nos fornecessem uma visão mais clara. Para isso, utilizamos a pesquisa “O Brasileiro e seu Smartphone”, realizada em junho de 2024, pelo Panorama Mobile Time/Opinion Box.
O mercado brasileiro apresenta uma oportunidade significativa para profissionais especializados na troca de vidros de celulares, considerando o atual cenário de uso e manutenção dos dispositivos no país. Estima-se que cerca de 28% dos celulares no Brasil apresentem vidros danificados, o que corresponde a quase 80 milhões de aparelhos! Esse problema afeta tanto a funcionalidade quanto a aparência dos dispositivos, tornando-se algo comum entre os consumidores. A troca de vidro surge como uma solução mais acessível, especialmente em um contexto onde 52% dos brasileiros, ou mais de 100 milhões de pessoas, afirmam que não pretendem comprar um celular novo neste ano, preferindo consertar ou manter seus dispositivos atuais.
Outro dado importante é que 63% dos brasileiros guardam ao menos um celular antigo em casa, muitos dos quais poderiam ser reparados e revendidos ou reutilizados. Isso é ainda mais evidente quando consideramos que 48% dos brasileiros já venderam um smartphone usado, demonstrando o interesse em recuperar o valor dos aparelhos, desde que estejam em boas condições. Profissionais capacitados para realizar serviços especializados, como a troca de vidro, podem aproveitar essa crescente demanda, ajudando os consumidores a economizar enquanto prolongam a vida útil de seus dispositivos. Essa tendência cria um mercado promissor e reforça a importância da qualificação na área de reparo de celulares.
Como as telas são consertadas atualmente

Como discutido anteriormente, as telas de celulares são compostas por várias camadas que podem ser danificadas e gerar problemas de forma independente. O principal desafio é que a maioria dos técnicos oferece a mesma solução para qualquer tipo de dano, que é a substituição completa da tela por uma nova.
Existem três tipos principais de telas no mercado: telas genuínas novas, telas genuínas usadas e telas paralelas. Antes de abordarmos a troca de vidro, é importante compreender por que essas telas nem sempre são as melhores opções para o reparo.
Telas genuínas novas
Adquirir telas genuínas novas para celulares pode ser um grande desafio tanto para técnicos quanto para consumidores. Esses componentes são fundamentais para manter a qualidade original do aparelho, mas geralmente têm um custo elevado, o que torna o reparo mais caro. Além disso, encontrar telas originais pode ser difícil, especialmente para modelos mais antigos ou menos populares, levando muitos a recorrer a alternativas genéricas que nem sempre garantem a mesma qualidade e durabilidade. A combinação de alto custo e disponibilidade limitada torna a troca de telas uma tarefa que exige bastante pesquisa, planejamento e, frequentemente, parcerias confiáveis no mercado de reposição.
Telas genuínas usadas
O uso de telas genuínas usadas, retiradas de outros dispositivos, pode parecer uma alternativa interessante, mas traz diversos desafios para os técnicos de reparo. Um dos principais problemas é garantir a procedência e a qualidade dessas telas, já que muitas podem apresentar desgastes invisíveis ou defeitos internos que só se tornam aparentes após a instalação. A remoção de telas de aparelhos antigos também exige equipamentos e técnicas específicas, o que pode aumentar os custos e o tempo de trabalho. Além disso, a oferta de peças usadas pode ser inconsistente, dificultando a manutenção de um estoque regular e confiável. Embora seja possível trabalhar com telas genuínas usadas, isso muitas vezes resulta em mais complicações do que benefícios, tornando essencial o investimento em alternativas de maior qualidade.
Telas paralelas
As telas paralelas, fabricadas por empresas independentes, são uma escolha comum no mercado de reparos devido ao seu custo mais baixo e à maior facilidade de aquisição. Contudo, também apresentam desafios consideráveis. O principal problema é a variação de qualidade, pois nem todas as telas paralelas atendem aos mesmos padrões de fabricação. Isso pode resultar em problemas como cores desbotadas, menor sensibilidade ao toque, toques fantasmas e incompatibilidade com o software do celular, o que prejudica a experiência do usuário e aumenta a chance de devoluções ou insatisfação do cliente.
Além disso, encontrar fornecedores confiáveis de telas paralelas de boa qualidade, com nota fiscal, garantia e suporte, nem sempre é fácil. Muitas vezes, técnicos acabam comprando peças defeituosas ou com vida útil reduzida, o que compromete a reputação do serviço prestado. A instalação de telas paralelas também pode exigir ajustes adicionais, aumentando o tempo de reparo. Embora sejam uma opção popular, as telas paralelas requerem atenção extra para garantir que o resultado final seja satisfatório e evitar prejuízos tanto para o técnico quanto para o cliente.
O que é a reforma de tela (troca de vidro)

A troca de vidro tem se tornado uma solução cada vez mais valorizada no mercado de reparo de celulares. Esse procedimento consiste em substituir apenas o vidro danificado, mantendo as outras camadas da tela intactas. Ele é indicado para casos em que o vidro está trincado ou quebrado, mas o touch e a qualidade da imagem permanecem perfeitos. Essa técnica é possível devido à estrutura das telas, que são compostas por camadas independentes, como vidro, polarizador, digitizador e backlight, o que permite a substituição apenas do vidro sem afetar o restante do display.
Os benefícios da troca de vidro são significativos tanto para técnicos quanto para clientes. Para o cliente, o principal atrativo é manter a tela original, que oferece uma qualidade superior a qualquer tela paralela disponível no mercado. Já para o técnico, a vantagem está na maior margem de lucro, pois o custo de um vidro novo é bem mais baixo do que o de uma tela paralela completa. Essa combinação de qualidade preservada para o cliente e economia para o técnico faz da troca de vidro uma prática vantajosa e lucrativa, consolidando-se como uma excelente alternativa no setor de manutenção de celulares.
Como ganhar dinheiro com a troca de vidro
A troca de vidro vai além do atendimento direto aos clientes finais e pode se tornar uma fonte diversificada de renda para técnicos que desejam ampliar suas oportunidades de lucro. Além de reparar celulares de consumidores, existem outras formas de monetizar essa habilidade, aproveitando o potencial de mercado que esse serviço oferece.
Uma dessas oportunidades é a recuperação de estoques de outros técnicos. Muitos profissionais acumulam telas danificadas, especialmente aquelas com vidro trincado, que muitas vezes são descartadas ou ficam paradas no estoque sem utilidade. Técnicos especializados na troca de vidro podem comprar essas telas a um custo reduzido, realizar o reparo substituindo o vidro e revendê-las como peças recuperadas em ótimo estado. Essa prática não só ajuda a movimentar estoques parados, mas também transforma componentes considerados inutilizáveis em produtos valiosos para venda.
Outra possibilidade é oferecer o serviço de laminação para outros técnicos que não possuem o equipamento adequado. Muitos profissionais oferecem serviços de troca de vidro, mas não têm uma laminadora para aplicar o novo vidro com precisão. Técnicos que têm esse equipamento podem disponibilizá-lo para outros colegas, cobrando uma taxa por cada aplicação. Isso permite que técnicos sem a máquina realizem o reparo completo e proporciona uma fonte de renda extra para quem investiu na laminadora. Essas estratégias demonstram como a troca de vidro pode ser explorada de maneira criativa, gerando novas fontes de receita além do atendimento ao consumidor final.
Quais ferramentas você precisa para trocar vidro
Realizar a troca de vidro de celulares com qualidade e precisão requer o uso de ferramentas específicas, desenvolvidas para lidar com a complexidade e a fragilidade das telas. Cada uma dessas ferramentas tem uma função essencial no processo, desde a remoção do vidro antigo até a aplicação do novo. Abaixo, listamos os itens indispensáveis para a troca de vidro:
Alicate de corte: Usado para cortar materiais auxiliares e preparar o vidro para remoção ou instalação.
Bisturi: Ferramenta de precisão, ideal para separar camadas da tela ou remover resíduos de cola.
Espátula de dentista: Versátil, essa ferramenta é perfeita para raspar adesivos ou fazer ajustes delicados durante o processo.
Navalha: Usada para retirar cuidadosamente o vidro trincado sem causar danos às camadas internas da tela.
Álcool isopropílico: Essencial para a limpeza das superfícies e remoção de resíduos de cola, garantindo um acabamento impecável.
Fio de tungstênio: Indispensável para separar o vidro do display de forma precisa, especialmente em telas mais delicadas.
Esponja mágica: Usada na limpeza final da tela, removendo manchas e resíduos antes da aplicação do novo vidro.
Máquina eletro rotativa: Equipamento usado para lixar e polir a superfície, preparando-a para a troca do vidro.
Máquina separadora: Aquece a tela para facilitar a remoção do vidro antigo sem danificar o display.
Máquina laminadora: Equipamento crucial para aplicar o novo vidro, garantindo uma adesão uniforme e sem bolhas.
Essas ferramentas, quando utilizadas corretamente, garantem que o técnico realize a troca de vidro com profissionalismo, proporcionando um reparo de alta qualidade para os clientes. Investir em equipamentos adequados não só melhora o resultado final, mas também aumenta a eficiência do trabalho e diminui o risco de danos durante o processo.
Troca de vidro: o processo completo
O processo de reparo da tela é relativamente simples para técnicos com conhecimentos básicos em manutenção de celulares. Abaixo, explicamos o passo a passo detalhado dessa técnica:
1. Abertura do celular
O primeiro passo é separar a tela da carcaça do celular. Com as ferramentas adequadas, o técnico realiza a separação da tela do restante do dispositivo, garantindo que os componentes internos não sejam danificados durante esse procedimento.
2. Remoção da camada de vidro danificado
Para retirar a camada de vidro quebrado, o técnico utiliza um fio de tungstênio. O celular é colocado em uma máquina separadora, que aquece a cola oca e facilita a remoção do vidro sem comprometer o display funcional abaixo dele. A cola oca é o adesivo responsável por unir o vidro ao restante da tela.
3. Limpeza da cola oca antiga
Após retirar o vidro danificado, o próximo passo é limpar os resíduos de cola oca que permanecem na tela original. Para isso, usa-se uma máquina eletro rotativa para remover a primeira camada de cola, seguida de álcool isopropílico para a limpeza final. Essa etapa é fundamental para garantir a perfeita aderência do novo vidro e um acabamento profissional.
4. Encaixe do novo vidro
O novo vidro, que já vem com uma camada de cola oca aplicada, é cuidadosamente posicionado sobre a tela original, alinhando as camadas de forma precisa.
5. Prensa na máquina laminadora
A tela com o novo vidro é colocada na máquina laminadora. Esse equipamento aplica uma pressão uniforme, fixando o vidro à tela original e garantindo um resultado impecável, sem falhas ou espaços entre as camadas.
6. Acabamento na câmara tira bolhas
Após a prensagem, a tela é inserida na câmara tira bolhas da laminadora, que utiliza pressão para remover qualquer bolha de ar remanescente entre o vidro e o display. Essa etapa garante um acabamento perfeito, com aparência de tela nova.
Esse passo a passo demonstra como o reparo da tela é um procedimento simples e eficaz quando realizado com os equipamentos adequados. A máquina laminadora desempenha um papel essencial, simplificando as etapas críticas e garantindo um resultado profissional.
Abaixo, você pode conferir um vídeo que mostra uma troca completa do vidro de um iPhone 11 realizada por um técnico especializado:
As máquina laminadoras disponíveis no mercado

A escolha da máquina laminadora é essencial para técnicos que desejam oferecer um serviço de alta qualidade na troca de vidro. Existem diferentes modelos, e cada um possui características que podem afetar diretamente o processo de reparo. Por isso, é importante avaliar aspectos como o tipo de prensa, a presença de câmara tira-bolhas, as configurações do compressor e da bomba a vácuo, além de questões práticas como o tamanho e o nível de ruído.
Tipos de Prensa
As laminadoras variam principalmente pelo tipo de prensa utilizada:
- Pistão de aço: Oferece alta precisão e durabilidade, garantindo uma aplicação uniforme do vidro, sem falhas de alinhamento ou pressão.
- Pistão duplo de aço: Proporciona maior estabilidade, sendo ideal para telas maiores ou processos que exigem máxima uniformidade.
- Airbag: Usa um sistema de bolsa de ar para aplicar pressão. Embora funcione bem em algumas situações, oferece menor precisão e necessita de manutenção frequente, como a substituição do airbag, o que pode interromper o fluxo de trabalho.
Câmara Tira-Bolhas
Algumas laminadoras possuem uma câmara tira-bolhas embutida, o que facilita o processo, economiza espaço e torna o procedimento mais ágil, eliminando a necessidade de equipamentos adicionais. No entanto, máquinas sem essa funcionalidade exigem o uso de um equipamento separado, o que pode aumentar a complexidade e o espaço necessário.
Compressor de Ar e Bomba a Vácuo
A presença de um compressor de ar e bomba a vácuo embutidos é outro fator importante. Laminadoras com esses sistemas integrados são mais compactas e oferecem maior organização no espaço de trabalho, sendo ideais para oficinas menores. Modelos que utilizam equipamentos externos exigem mais espaço e ajustes no layout da oficina.
Tamanho e Barulho
O tamanho da laminadora é crucial, principalmente para técnicos que trabalham em ambientes com espaço limitado. Laminadoras compactas são mais adaptáveis a esse tipo de espaço. Além disso, o nível de ruído também deve ser considerado. Máquinas mais silenciosas proporcionam um ambiente de trabalho mais confortável, tanto para o técnico quanto para os clientes, evitando desconfortos e melhorando a experiência geral no local.
Esses fatores devem ser cuidadosamente avaliados ao escolher uma laminadora, garantindo que ela atenda às necessidades do técnico e proporcione resultados de qualidade no processo de troca de vidro.
Andromeda: a laminadora da Insinis

A Andromeda, laminadora exclusiva da Insinis, é uma solução de alta tecnologia projetada para otimizar e melhorar o processo de reparo de telas. Desenvolvida pela Insinis em parceria com fábricas chinesas, a Andromeda foi criada para suprir as necessidades do mercado que outras máquinas não atendiam. Antes do lançamento da Andromeda, as laminadoras eram grandes e separavam a bomba a vácuo e o compressor de ar do corpo da máquina. A Andromeda unifica esses componentes dentro do equipamento, oferecendo uma solução compacta e portátil, sem perder em desempenho!
Com um design inovador, tamanho reduzido em comparação a outras máquinas como a RMB3+ e funcionalidades avançadas, como ajustes de pressão e câmara tira-bolhas, a Andromeda se destaca como uma ferramenta indispensável para técnicos que buscam oferecer serviços de qualidade superior. Abaixo, estão os principais diferenciais técnicos da Andromeda:
Câmara Tira Bolhas Embutida
A Andromeda possui uma câmara tira-bolhas integrada, o que elimina a necessidade de equipamentos adicionais. Essa funcionalidade assegura um acabamento perfeito, removendo todas as bolhas de ar que podem surgir durante a laminação do vidro, garantindo um resultado final impecável.
Compressor de Ar e Bomba a Vácuo Embutidos e Silenciosos
Ao contrário de outras laminadoras que necessitam de compressores externos barulhentos, a Andromeda integra esses componentes diretamente em sua estrutura. Além de ser compacta, ela é extremamente silenciosa, proporcionando um ambiente de trabalho mais confortável e eficiente, sem interferir na produtividade ou no bem-estar do técnico.
Design Compacto
A Andromeda foi projetada para ocupar menos espaço, sendo perfeita para técnicos que trabalham em oficinas menores ou que precisam de maior mobilidade. Sua estrutura compacta não compromete a performance, oferecendo a mesma eficiência e qualidade de máquinas maiores, mas com muito mais praticidade.
Pistão Duplo de Aço para Maior Precisão
Enquanto muitas máquinas laminadoras utilizam airbags para aplicar pressão, a Andromeda utiliza pistões duplos de aço. Esse sistema garante uma laminação mais uniforme e precisa, aplicando pressão de forma consistente e evitando desalinhamentos ou falhas. Isso resulta em um ajuste perfeito entre o vidro e a tela original, com uma aderência excelente.
Presets de Pressão Otimizados (bars)
A Andromeda conta com quatro presets de pressão otimizados para diferentes tipos de telas e processos:
- Telas flat
- Telas edge
- Cola oca
- Tira bolhas
Esses ajustes pré-programados facilitam o trabalho do técnico, otimizando o desempenho da máquina e garantindo o melhor resultado possível para cada tipo de reparo.
Com esses diferenciais, a Andromeda não apenas facilita o processo de reparo de tela, mas também oferece resultados com padrão profissional. No próximo tópico, veremos como a Andromeda pode transformar o seu negócio, ampliando suas oportunidades de lucro e crescimento no mercado.
Confira uma live completa onde apresentamos a Andromeda, nossa laminadora mais popular, em detalhes:
Como aprender a trocar vidro
Aprender a trocar vidro é um processo acessível para qualquer técnico com conhecimentos básicos em manutenção de celulares. A técnica exige atenção aos detalhes e o uso adequado das ferramentas, mas não necessita de uma formação complexa, como uma faculdade ou curso técnico. Além disso, é uma habilidade que pode ser dominada rapidamente, com a prática sendo um dos fatores mais importantes para o aprimoramento contínuo.
Na Insinis, oferecemos cursos intensivos de troca de vidro, com duração de apenas 3 dias, ministrados por profissionais altamente experientes. Durante esse período, o aluno aprende tudo o que precisa para começar a oferecer o serviço, desde o uso correto das ferramentas até as técnicas específicas de laminação e acabamento. O objetivo do curso é fornecer um aprendizado prático e direto, permitindo que o participante saia do treinamento pronto para aplicar o conhecimento adquirido e seguir evoluindo com a prática diária.
Embora o treinamento ofereça uma base sólida, a experiência adquirida no dia a dia é essencial para aperfeiçoar a técnica, lidar com desafios específicos e aumentar a confiança do técnico. Com dedicação e prática contínua, é possível dominar a troca de vidro em um curto espaço de tempo, transformando essa habilidade em uma fonte consistente de renda e ampliando as oportunidades no mercado de manutenção de celulares.
Conclusão
A troca de vidro é mais do que uma solução inovadora no mercado de manutenção de celulares; trata-se de uma oportunidade para oferecer um serviço de qualidade superior, com alto potencial de lucro, e que atende a uma demanda crescente no Brasil. Ao longo deste post, exploramos os desafios e benefícios dessa técnica, os diferentes tipos de telas disponíveis no mercado, as ferramentas e máquinas essenciais para o procedimento, além de maneiras criativas para expandir sua renda com essa prática.
Com a máquina laminadora Andromeda, exclusiva da Insinis, e o nosso curso intensivo de 3 dias, você terá tudo o que precisa para começar a oferecer o serviço de troca de vidro com excelência e se destacar no mercado. Nossa máquina, compacta, silenciosa e tecnologicamente avançada, foi projetada para atender às necessidades reais dos técnicos, simplificando o processo e garantindo resultados de alta qualidade.
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